Santa Rosa de Viterbo (SP) conquistou o 4º lugar no edital ArborizaCidades, do Ministério do Meio Ambiente, com um projeto para plantar cinco mil árvores.
A proposta receberá R$ 2 milhões do Fundo Nacional do Meio Ambiente e R$ 10 mil da prefeitura. Os trabalhos devem começar em 2027.
O projeto prevê o plantio de espécies nativas em locais públicos e corredores ecológicos para 15 áreas verdes. Haverá ainda duas agroflorestas e um pomar.
Parte dos recursos será usada para modernizar o Viveiro Educador Municipal. O local produz a maioria das mudas e promove a participação de moradores.
Estão planejados 20 mutirões, 40 oficinas e 15 eventos de educação ambiental para alcançar cinco mil pessoas. O cronograma prevê monitoramento das mudas plantadas.
Com uma proposta para plantar cinco mil árvores, conectar áreas verdes e ampliar ações de educação ambiental, Santa Rosa de Viterbo (SP) conquistou o 4º lugar entre 233 projetos inscritos no edital ArborizaCidades, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
O projeto 'Santa Rosa Verde e Resiliente' colocou o município entre as dez cidades selecionadas em todo o país. Santa Rosa de Viterbo e Santo André são as duas representantes do estado de São Paulo.
A proposta prevê o repasse de R$ 2 milhões do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), além de R$ 10 mil de contrapartida municipal. Os recursos serão destinados à arborização urbana e a ações de adaptação às mudanças climáticas.
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O início dos trabalhos está previsto para 2027, mas depende da formalização do convênio e da liberação dos recursos federais. A execução deve durar 36 meses.
O projeto amplia iniciativas que já funcionam no município, como o Viveiro Educador Municipal, o Projeto Floresta Viva e a Escola Municipal de Educação Ambiental Norberto Vilas Boas.
Segundo o MMA, as propostas passaram por avaliação técnica. Entre os critérios previstos no edital estavam a adesão à Rede do Programa Cidades Verdes Resilientes e o cadastro de áreas verdes urbanas em uma plataforma federal.
Apesar das matas e áreas de preservação existentes no entorno do município, a prefeitura reconhece a necessidade de aumentar a quantidade de árvores na área urbana.
"As vias urbanas carecem de uma população maior de árvores. Já estávamos com o projeto de melhorar esse nível de arborização e, com esse projeto federal, vamos somar esforços", afirma o prefeito Omar Nagib (PSD).
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Plantio de 5 mil árvores
As cinco mil árvores previstas no projeto serão plantadas em ruas, praças, parques e outros espaços públicos. A proposta prioriza espécies nativas do Cerrado e da Mata Atlântica que sejam adequadas às condições urbanas.
O plano também prevê corredores ecológicos para conectar, pelo menos, 15 áreas verdes espalhadas pela cidade. A intenção é criar uma ligação entre esses espaços e favorecer a circulação da fauna e a preservação da biodiversidade.
Também serão implantadas duas agroflorestas comunitárias e um pomar urbano. Esses espaços devem reunir recuperação ambiental, produção de alimentos, atividades educativas e participação dos moradores.
"Teremos a implantação de pomares urbanos e agroflorestas. Faremos a integração de várias áreas verdes, montando esses corredores ecológicos e contribuindo para a melhoria do clima urbano", diz a diretora municipal de Meio Ambiente, Camila Fedel Passoni.
O projeto inclui ainda a elaboração do Plano Municipal de Arborização Urbana e de um plano local de enfrentamento ao calor. As árvores plantadas deverão passar por acompanhamento técnico e manutenção ao longo da execução.
Segundo Camila, os primeiros trabalhos devem envolver a modernização do viveiro e o planejamento das áreas que receberão os plantios.
"É um projeto previsto para três anos e que traz a implantação e a revitalização de áreas verdes, contribuindo para a arborização urbana."
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Produção própria de mudas
O Viveiro Educador Municipal será o ponto de partida para parte dos plantios. O espaço já mantém milhares de mudas frutíferas, nativas e de espécies indicadas para calçadas e outros ambientes urbanos.
De acordo com a coordenadora do viveiro, Camila Oliveira, a maior parte das mudas é cultivada no próprio local.
"A maior parte das mudas que temos aqui é de produção própria. São poucas as que vêm de fora. A gente dá prioridade para a produção."
O cultivo também envolve escolas e moradores. Além de fornecer mudas utilizadas na arborização da cidade, o viveiro recebe pessoas interessadas em aprender sobre plantio, manejo e cuidados com as árvores.
"Todo mundo que quiser vir aprender como plantar, o manejo correto e como cuidar, será bem-vindo. A gente trabalha todos os dias ensinando e também produzindo as mudas que usamos na cidade".
Com os novos recursos, a estrutura deverá receber melhorias nos sistemas de produção, irrigação e armazenamento das mudas.
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Educação e recuperação ambiental
Outra parte da proposta está ligada ao Programa Municipal de Educação Ambiental, desenvolvido pela prefeitura em parceria com o Instituto Nova Era de Desenvolvimento Socioambiental.
O programa reúne ações de produção de mudas, recuperação de áreas degradadas, implantação de agroflorestas, gestão de resíduos e mobilização da comunidade.
Na Escola Municipal de Educação Ambiental Norberto Vilas Boas, crianças, estudantes, professores e moradores participam de atividades sobre preservação e sustentabilidade. O espaço conta com agrofloresta e outras estruturas utilizadas nas ações educativas.
Já o Projeto Floresta Viva atua na recuperação de áreas degradadas e na ampliação da vegetação no município. As experiências desenvolvidas nessas iniciativas deverão ser incorporadas ao novo projeto.
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Ao longo dos três anos, também estão previstas 40 oficinas, 20 mutirões e 15 eventos de educação ambiental. A estimativa é alcançar, pelo menos, cinco mil pessoas.
Segundo a proposta, a ampliação da arborização deve ajudar a reduzir os efeitos do calor, aumentar as áreas sombreadas, favorecer a infiltração da água da chuva e melhorar as condições dos espaços públicos.
Os resultados dependerão do plantio adequado e da manutenção das árvores. Por isso, o cronograma prevê o monitoramento das mudas durante todo o projeto, com atenção especial ao acompanhamento das áreas implantadas no último ano.
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