Eleitores brasilienses vão às urnas neste domingo (25) para escolher o governador do Distrito Federal. Diferente das outras unidades da federação, o DF tem uma estrutura política híbrida, reunindo competências que, no restante do país, estão divididas entre os governos de estados e municípios.
🔎 Apesar de a capital ser dividida em cidades-satélites ou regiões administrativas, essas áreas não são consideradas municípios. A Constituição Federal impede que essa divisão aconteça.
Também não há prefeitos e vereadores, e sim deputados distritais, que exercem seus cargos na Câmara Legislativa. Mas, nem sempre foi assim. Desde a sua criação, em 1960, a capital já teve 12 prefeitos.
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Primeiros anos
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Em 1960, a mudança do Distrito Federal do Rio de Janeiro para o Centro-Oeste manteve a escolha do chefe Executivo local como estava: era o Presidente da República quem escolhia, com o aval do Senado.
O primeiro prefeito foi Israel Pinheiro, responsável também pela construção da capital (veja abaixo lista completa).
Então presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), o mineiro foi responsável pela criação de diversos órgãos necessários para organização administrativa da nova capital, como as secretarias gerais de Administração e Assistência.
Para o historiador especialista em história regional Robson Eleutério, essa forma de escolha veio da necessidade de reforçar o papel de Brasília como centro de poder.
"Para dar continuidade às obras, era importante que Brasília se consolidasse na região que abrigaria a capital. Tinha um movimento 'antimudancista' também nessa época, que, mesmo com a inauguração da capital, era contra a transferência do Rio de Janeiro para Brasília", explica.
Mais mudanças
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O Distrito Federal só deixou de ter o cargo de prefeito em outubro de 1969, por meio da Emenda Constitucional nº 1 da ditadura militar.
O historiador Robson Eleutério aponta que a mudança para governador ocorreu com a necessidade de "dar uma certa aparência de que tinha a intenção de caminhar para o regime democrático".
O último prefeito foi Wadjô da Costa Gomide, que deixou o cargo em 1969. Durante a gestão do goiano, foram realizadas a construção do Palácio do Buriti, sede do governo local até hoje; e a criação da Companhia de Eletricidade de Brasília (CEB).
Escolhas democráticas
Apesar de o cargo de prefeito ter sido extinto em 1969, o eleitor do DF só pode escolher o governador a partir da Constituição de 1988.
Nesse intervalo, os governadores foram escolhidos também pelo Presidente da República – eram os famosos "governadores biônicos" da ditadura.
Apenas 30 anos após a construção, o DF teve o primeiro governador eleito democraticamente, em 1990. À época, Joaquim Roriz era ministro da Agricultura e Reforma Agrária do governo de Fernando Collor. Antes, ele já tinha ocupado, mas a partir da nomeação do ex-presidente José Sarney.
Veja todos os prefeitos do DF e o período de seus mandatos:
Israel Pinheiro da Silva – (17/04/1960 a 31/01/1961);Segismundo de Araújo Mello – (05/05/1960 a 05/08/1960) (Prefeito interino);Bayard Lucas de Lima – (01/02/1961 a 06/02/1961) (Prefeito interino);Paulo de Tarso Santos – (6/02/1961 a 25/08/1961);Diogo Lordello d Mello – (26/08/1961 a 13/10/1961);Ângelo Dário Rizzi – (13/10/1961 a 6/11/1961);José Sette Câmara Filho – (6/11/1961 a 22/08/1962);Ivo de Magalhães – (28/08/1962 a 31/03/1964);Luiz Carlos Victor Pujol – (03/4/1964 a 09/4/1964);Ivan de Souza Mendes – (9/04/1964 a 18/05/1964);Plínio Reis de Catanhede Almeida – (18/05/1964 a 15/03/1967);Wadjô da Costa Gomide – (31/03/1967 a 30/10/1969).




