Notícia

'Não tinha como sobreviver': seca mata animais e deixa famílias sem renda em Sergipe

30/10/2026

'Não tinha como sobreviver': seca mata animais e deixa famílias sem renda em Sergipe

A seca levou 11 municípios de Sergipe à situação de emergência. A falta de pasto e água provoca a morte de animais.

Em Poço Redondo, Cleiton Feitosa perdeu a lavoura de milho. Sem alimentos para o rebanho, ele vendeu 16 de suas 20 vacas.

Genildo dos Santos vendeu todas as suas 26 vacas de leite. A família agora sobrevive apenas com um benefício social.

José Valmir Gomes perdeu quatro animais com a estiagem. A palma, único alimento restante, dura apenas mais 1 mês.

A seca levou 11 municípios de Sergipe à situação de emergência. Sem pasto e água, muitos animais estão morrendo.

Para os produtores de leite, o prejuízo ocorre em cadeia. O animal perde o peso, produz menos leite e, em muitos casos, não resiste.

🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1

Em Poço Redondo, a estiagem secou riachos e açudes. O produtor Cleiton Feitosa perdeu a lavoura de milho, e os animais ficaram sem ter o que comer.

Ao mesmo tempo, os custos da ração aumentaram. Sem condições de alimentar os animais, o criador decidiu vender 16 das 20 vacas para não ver o rebanho morrer.

A situação se repetiu com Genildo dos Santos, que precisou vender todo o rebanho. As 26 vacas de leite garantiam o sustento da família, que agora sobrevive apenas com o dinheiro de um benefício social.

"Não tinha como a gente sobreviver. [Não tinha dinheiro] nem pra a gente, nem pra elas. Aí tivemos que vender. A gente ficou com o coração magoado. Ainda hoje estamos", disse.

José Valmir Gomes perdeu quatro animais. Os que restam estão magros e enfraquecem pouco a pouco.

"Daqui ela ia para casa. Aí aqui ela não aguentou, se deitou e não levantou mais. Porque além de fraca, ela tava prenha. Aqui o restinho da cria. Não dá nem pra saber se era macho ou era fêmea", diz o criador ao mexer nos ossos do feto largados no chão.

A palma é o único alimento que restou para o rebanho. Mas a quantidade disponível só dá para alimentar as vacas por mais um mês.

"É pedir sorte a Deus que chova e as coisas voltem ao normal como era", afirma Gomes.

'Orelha-de-elefante': moradora encontra planta misteriosa no quintal, e especialista alerta que espécie é tóxicaOliveiras destruídas e lavouras bloqueadas por tropas israelenses: a luta para produzir azeite em Gaza

Compartilhe
No ar
F&F GaúchaEditado no painel · sobrescrita ao vivo do CMS