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Mutirão controla incêndio de grandes proporções perto de Alter do Chão, um dos principais destinos turísticos do Pará

31/10/2026

Mutirão controla incêndio de grandes proporções perto de Alter do Chão, um dos principais destinos turísticos do Pará

Fogo ameaça destino turístico no Pará

Um mutirão formado por bombeiros, brigadistas e indígenas passou o dia combatendo o fogo que ameaçou um dos principais destinos turísticos do Pará, no meio da Floresta Amazônica. O Ibama também deslocou aeronaves para controlar as chamas.

O fogo avançou por quase 2,5 km da área de proteção ambiental de Alter do Chão, distrito de Santarém. O incêndio começou no fim da tarde de sexta-feira (30), nas proximidades da Ilha do Amor, um dos principais pontos turísticos do Pará.

“Todo esse pedaço aí em chamas, triste de ver”.

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Bombeiros, voluntários e indígenas se juntaram no combate.

“É um fogo que é muito difícil de combater. O calor, o vento, contribuem para que o fogo fique cada vez mais forte”, conta o brigadista voluntário Elder Estefanno.

Depois de quase oito horas de trabalho, as equipes conseguiram reduzir a intensidade dos incêndios. Mas, ao longo de todo o dia, permaneceram monitorando focos remanescentes.

“Ainda temos dentro da área queimada, da cicatriz do incêndio, troncos que ficam dias com fogo. E esse vento acaba jogando fagulhas distantes. Então, esse é o perigo aqui, agora, por isso que a gente ainda não deixou o local”, explica o sargento Julio Cesar Galúcio, do Corpo de Bombeiros.

Mutirão controla incêndio de grandes proporções perto de Alter do Chão, um dos principais destinos turísticos do Pará

Jornal Nacional/ Reprodução

Um incêndio de grandes proporções já tinha atingido a região em 2019. Além da importância ambiental, a área também é alvo de especulação imobiliária.

"Esse lugar está sendo destruído para dar lugar para prédio, para mansões. Tem que ser lugar para os povos”, afirma a liderança indígena Alessandra Munduruku.

As causas do incêndio serão apuradas pela Secretaria de Meio Ambiente de Santarém. Neste sábado (31) à tarde, bombeiros monitoravam focos ainda ativos no meio da floresta.

Ibama e ICMBio enviaram aviões que jogam água sobre o fogo para Alter do Chão. As aeronaves estavam paradas havia quatro dias por conta da fumaça que impede o voo em áreas de queimadas nas cidades de Mojuí dos Campos e Uruará. Nessas regiões, a operação passou a usar helicópteros, em um sistema que capta água nos rios e joga sobre o fogo.

“Dessa forma, podemos suprir a demanda dos brigadistas em solo no combate aéreo utilizando água”, diz Guto Dauster, oficial de informações públicas do Ibama.

O Pará encerra o mês de outubro com mais de 12 mil focos de incêndios. É o pior número da série histórica do Inpe, que começou há 29 anos.

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