A Marinha do Brasil inicia nesta segunda-feira (9) a Operação Tridente III. O exercício simula ameaças a cabos submarinos de fibra óptica entre Santos e Praia Grande.
A ação visa proteger estruturas que transmitem dados do país. Segundo a Anatel, cerca de 99% do tráfego internacional de dados passa por esses cabos submarinos.
O treinamento mobilizará cerca de 20 embarcações, fuzileiros navais, aeronaves e satélites. Haverá monitoramento terrestre, marítimo e simulações de ameaças a sistemas digitais.
A operação reúne órgãos públicos e, pela primeira vez, o Esquadrão de Guerra Cibernética. A iniciativa continua debates iniciados em junho de 2026, em Niterói.
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A Marinha do Brasil inicia, nesta segunda-feira (9), a Operação Tridente III, que simula ameaças a cabos submarinos de fibra óptica e outras estruturas estratégicas. O exercício será realizado até quinta-feira (12), entre Santos e Praia Grande, no litoral de São Paulo.
A operação visa reforçar a segurança dessas estruturas, essenciais para a comunicação entre países. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cerca de 99% do tráfego internacional de dados do Brasil passa por cabos submarinos.
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Durante o exercício, serão simuladas diferentes situações de ameaça no mar, em áreas terrestres e em sistemas digitais. Também estão previstas atividades de monitoramento e proteção de instalações importantes.
Segundo a Marinha, cerca de 20 embarcações e equipes de fuzileiros navais serão mobilizadas. A operação também contará com aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), incluindo uma de patrulha marítima, e satélites.
A escolha da Baixada Santista está relacionada à importância da região para a rede de cabos submarinos que conecta o Brasil a outros países. Essas estruturas permitem a transmissão de informações entre continentes e são utilizadas em serviços como acesso à internet, transações financeiras e comunicações governamentais.
Participação de órgãos públicos e empresas
A operação reunirá diferentes órgãos públicos e empresas, entre eles o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), o Ministério das Comunicações, a Anatel e o Comitê Brasileiro de Proteção de Cabos Submarinos.
Nesta edição, também participarão pela primeira vez o Esquadrão de Guerra Cibernética da Marinha e a Brasil Terminal Portuário (BTP). A presença do esquadrão permitirá incluir simulações de ameaças a sistemas digitais.
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Já a participação da BTP evidencia a relevância da integração com o setor portuário, envolvendo a proteção de sistemas utilizados no funcionamento do terminal, na movimentação de contêineres, nas atividades de carga e descarga, nos acessos e na logística.
A Operação Tridente III dá continuidade a discussões realizadas em junho de 2026, durante um encontro internacional sobre proteção de cabos submarinos promovido pela Marinha, em Niterói (RJ). Na ocasião, representantes de órgãos públicos, empresas e marinhas de outros países discutiram formas de proteger essas estruturas.
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