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Irmã de empresária que morreu após cirurgia plástica implorou por socorro em grupo com equipe médica: ‘Minha irmã tá morrendo e ninguém aparece’

24/08/2026

Irmã de empresária que morreu após cirurgia plástica implorou por socorro em grupo com equipe médica: ‘Minha irmã tá morrendo e ninguém aparece’

Empresária morre após cirurgia plástica em hospital de Goiânia, diz família

A irmã da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, que morreu após fazer uma cirurgia plástica implorou por socorro em grupo com equipe médica, enquanto a irmã passa mal.

“A minha irmã tá morrendo. Pelo amor de Deus. Vocês atende, ninguém aparece. Pelo amor de Deus.”

Segundo Djiane Vieira, a mensagem foi enviada depois de Andreia apresentar piora na respiração e pedir várias vezes que um médico fosse chamado. A família denuncia que houve negligência no atendimento.

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Em nota, o médico otorrinolaringologista Lessandro Martins disse que lamenta o falecimento da paciente e se solidariza com a dor de seus familiares, mas que não comentará o caso devido ao código de ética médica (leia na íntegra ao final do texto).

Andreia morreu na madrugada do dia 12 de agosto, horas depois de passar por procedimentos estéticos no rosto. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) pediu a abertura de um inquérito policial para investigar a possível prática de homicídio culposo.

Empresária que morre após cirurgia, em Goiás

Arquivo pessoal/ Djiane Vieira

Cirurgia

Andreia morava na Espanha havia cinco anos e foi para Goiânia para realizar o procedimento que, segundo a família, era um sonho antigo.

“Foram dois anos que ela ficou poupando. Não é fácil você reunir R$ 118 mil ganhando salário. Então era um sonho na cabeça dela que já vinha de anos”, afirmou Djiane.

Ela teria começado a se organizar financeiramente para fazer a cirurgia cerca de dois anos antes. O procedimento custou R$ 118 mil.

Segundo familiares, Andreia entrou em contato com a equipe médica pelas redes sociais e as tratativas foram feitas inicialmente por meio de mensagens. A irmã afirma que ela não teve uma consulta presencial com o médico responsável antes da cirurgia.

Segundo a irmã, Andreia entrou para a cirurgia por volta das 7h e só retornou ao quarto às 17h30. Djiane conta que permaneceu no hospital durante o período e ficou preocupada com a demora.

A família afirma que os procedimentos duraram cerca de dez horas. Conforme já apurado pelo g1, Andreia passou por procedimentos no rosto e pescoço, incluindo ritidoplastia profunda, frontoplastia, mentoplastia e blefaroplastia, além de aplicação de gordura no rosto.

Segundo laudo citado pela família, a causa da morte foi trombose aguda e infarto pulmonar.

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Empresária Andreia Vieira Gaspar morreu após cirurgia na face com o médico Lessandro Martins.

Reprodução/TV Anhanguera/Redes sociais de Lessandro Martins

Investigação

O Ministério Público de Goiás informou que encaminhou à Polícia Civil um ofício solicitando a abertura de inquérito para investigar a possível prática de homicídio culposo.

A família também questiona o atendimento prestado durante o pós-operatório e afirma que Andreia poderia ter recebido assistência médica antes da piora do quadro.

A defesa do Hospital Ankar afirmou que Andreia recebeu atendimento de emergência imediato, com assistência das equipes médica e de enfermagem e adoção das medidas necessárias diante do quadro apresentado. O hospital também informou que os registros do atendimento estão documentados em prontuário e poderão ser disponibilizados às autoridades.

A família afirma que pretende colaborar com as investigações e busca esclarecimentos sobre o atendimento prestado à empresária antes da morte.

Nota do médico Lessandro Martins

O médico lamenta profundamente o falecimento da Sra. Andreia Vieira Gaspar e se solidariza com a dor de seus familiares.

Em respeito ao sigilo médico — que persiste mesmo após o óbito, por imposição do Código de Ética Médica —, não serão concedidas entrevistas nem realizados comentários sobre dados clínicos, exames ou detalhes do atendimento.

Todos os esclarecimentos serão prestados, com total colaboração, aos órgãos competentes, únicos foros adequados para a apuração dos fatos. O médico confia que a apuração demonstrará a correção da assistência prestada.

Nota do Hospital Ankar

A advogada responsável pela defesa do Hospital Ankar, Cristiene Pereira Couto, informa que a unidade lamenta profundamente o falecimento da paciente Andréia Vieira Gaspar e manifesta solidariedade aos seus familiares.

A defesa esclarece que a paciente recebeu atendimento de emergência imediato, com assistência da equipe médica e de enfermagem e adoção das medidas necessárias diante do quadro apresentado.

É importante destacar que a avaliação e os exames pré-operatórios foram realizados externamente, antes da admissão da paciente no Hospital Ankar para a realização do procedimento cirúrgico.

A partir da intercorrência, a paciente foi prontamente assistida pelos profissionais presentes, com utilização da estrutura hospitalar necessária e realização das medidas de emergência indicadas.

Todos os registros referentes ao atendimento estão devidamente documentados em prontuário, que poderá ser disponibilizado às autoridades competentes sempre que necessário.

O Hospital Ankar permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos pertinentes e colaborar integralmente com a apuração dos fatos, com transparência, responsabilidade e respeito à paciente, à família e aos profissionais envolvidos.

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