Eleitores nos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato. A votação definirá o controle da Câmara e do Senado.
Sem um órgão eleitoral nacional, cada estado americano tem regras próprias para a apuração. A contagem em cédulas de papel é acompanhada por fiscais partidários.
O presidente Donald Trump busca manter a maioria republicana no Congresso para apoiar seus projetos. Atualmente, a desaprovação do governo atinge cerca de 60%.
Milhares de eleitores vão às urnas nos Estados Unidos, nesta terça-feira (3), para as eleições de meio de mandato, que vai mostrar qual partido irá controlar a Câmara e o Senado pelos próximos dois anos. A votação é crucial para o presidente Donald Trump.
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Os Estados Unidos não têm um órgão nacional como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por coordenar as eleições em todo o país e totalizar os votos. Com isso, cada estado tem suas próprias regras.
Quando sai o resultado?
Em geral, a apuração começa assim que os locais de votação fecham. O horário varia de estado para estado. Na Flórida, por exemplo, a votação termina às 19h. Em Nova York, os eleitores têm até as 21h. No Tennessee, o horário varia de acordo com o condado.
Em boa parte dos estados, a votação é feita em cédulas de papel. A contagem é feita por trabalhadores eleitorais, muitas vezes funcionários públicos. Tudo é fiscalizado pelos membros dos partidos políticos.
Em caso de diferenças de votos muito pequenas entre dois candidatos, os partidos ou a própria Justiça solicita que uma recontagem seja feita para certificar o vencedor.
Os primeiros resultados devem ser divulgados ainda na noite de terça-feira. No entanto, pode levar dias até que seja possível saber qual partido terá o controle da Câmara e do Senado.
Nas midterms de 2022, por exemplo, a disputa pelo controle da Câmara só foi definida mais de uma semana após a eleição. A demora ocorreu, entre outros fatores, porque alguns estados levam mais tempo para contar os votos enviados pelo correio.
Segundo a imprensa americana, campanhas arrecadaram mais de US$ 15 bilhões. Partidos investem para eleger deputados e senadores para o Congresso dos EUA.Como não há um órgão que centraliza a apuração de todo o país, esse trabalho costuma ser feito pela imprensa. Há quase 200 anos, a Associated Press é a principal fonte para agregar os dados das votações.
A agência espalha centenas de repórteres em locais de contagem de votos e vai coletando resultados oficiais. Com base em dados estatísticos, a AP também costuma projetar quem venceu as eleições mesmo antes do fim da contagem dos votos.
Contexto
Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato.
Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis.
Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
Sendo assim, desta vez, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100.




