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Após 1 ano internado, adolescente que teve 90% do corpo queimado em explosão volta para casa: 'Olho brilha de alegria', diz mãe

03/11/2026

Após 1 ano internado, adolescente que teve 90% do corpo queimado em explosão volta para casa: 'Olho brilha de alegria', diz mãe

Adolescente internado em Catanduva após explosão de churrasqueira volta para casa

Depois de um ano e cinco meses internado em um hospital em Catanduva (SP), entre cirurgias e procedimentos para tratar queimaduras em quase 90% do corpo, Rikelme Alexandre de Brito, de 14 anos, voltou para casa. O acidente ocorreu no dia 20 de abril de 2025, domingo de Páscoa, e ele recebeu alta médica no dia 21 de outubro.

A recuperação ainda exige cuidados e novas intervenções médicas, mas a alta representa uma conquista para a família, que enfrenta a dor da perda do irmão mais novo dele, Maxwell Henrichy de Brito, que não resistiu aos ferimentos provocados pelo mesmo acidente, aos sete anos.

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Rikelme Alexandre de Brito, de 14 anos, recebeu alta médica após internação em Catanduva (SP)

Lucimari Aparecida de Brito/Arquivo pessoal

Ao g1, a mãe do adolescente, Lucimari Aparecida de Brito, contou que a família estava acendendo uma churrasqueira quando houve uma explosão, causada pelo álcool utilizado para acender o fogo.

Ela e os filhos ficaram feridos e foram levados inicialmente para atendimento em Avanhandava. De lá, foram transferidos para Penápolis (SP), de onde foram encaminhados para o Hospital Padre Albino, em Catanduva.

Rikelme Alexandre de Brito, de 14 anos, deixou o hospital após 1 ano internado em Catanduva (SP)

Lucimari Aparecida de Brito/Arquivo pessoal

Na unidade, Rikelme recebeu tratamento especializado para as queimaduras e enxerto de pele. No período, Lucimari conta que precisou encarar a perda de Maxwell, enquanto o adolescente precisava de cuidados intensivos.

De acordo com Lucimari, quando recebeu a notícia de que Rikelme poderia deixar o hospital, a possibilidade de voltar para casa virou motivo de expectativa para toda a família. Lucimari conta que todos acompanharam a espera em oração, na torcida para que ele pudesse deixar o hospital.

A alegria veio acompanhada do alívio de ter Rikelme novamente em casa. Segundo a mãe, a diferença entre permanecer internado e estar novamente em casa já pode ser percebida no comportamento do filho.

“A chegada dele aqui em casa foi maravilhosa. Não tem dor, graças a Deus, dorme uma maravilha, mil vezes melhor do que no hospital. Lá ele estava deprimido, porque um ano e cinco meses não é fácil para ninguém”, relatou a mãe.

Rikelme Alexandre de Brito, de 14 anos, ao lado da mãe, Lucimari, após deixar o hospital em Catanduva (SP)

Lucimari Aparecida de Brito/Arquivo pessoal

Continuidade no tratamento

Lucimari conta que Rikelme está feliz por poder se recuperar perto da família e que voltará ao hospital para consultas e procedimentos de cirurgia necessários para recuperação total da pele. Isso porque, apesar da alta, Rikelme ainda não concluiu o tratamento.

A mãe relatou que ele precisa permanecer com uma faixa no corpo durante 24 horas, já que as feridas ainda não cicatrizaram completamente. Ainda não há um prazo definido para as próximas cirurgias: a equipe médica explicou que a evolução depende do processo de cicatrização do próprio organismo.

Mesmo com os desafios que envolvem as limitações do corpo, Lucimari comemora a possibilidade de acompanhar a recuperação do filho em casa. A expectativa é que, com o tempo e a continuidade dos cuidados, Rikelme consiga avançar no tratamento.

“A autoestima dele está mil vezes melhor. No hospital eu via o olhar dele de sofrimento. Aqui em casa, o olho dele brilha de alegria”, finaliza a mãe.

Rikelme Alexandre de Brito ao lado da mãe Lucimari Aparecida de Brito em Catanduva (SP)

Lucimari Aparecida de Brito/Arquivo pessoal

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